MENSAGEM DA QUARESMA
O discípulo do Evangelho, cada um de nós, é
chamado a levar a todos o anúncio libertador de que existe o perdão, de que
Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, de que
estamos feitos para a comunhão e para a vida eterna.
Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Batista para O baptizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para Se colocar no meio do povo necessitado de perdão e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados.
Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Batista para O baptizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para Se colocar no meio do povo necessitado de perdão e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados.
Este foi o caminho que Jesus escolheu para nos
consolar, salvar, libertar do nosso pecado. Aquilo que nos dá verdadeira
liberdade, salvação e felicidade é o Seu amor de compaixão, de ternura e de
partilha. (Cf Mensagem do Papa) É bom difundir a Alegria do Evangelho e experimentar
os efeitos da Boa Nova de Jesus Cristo, que tudo fez por amor e alimenta a
esperança dos irmãos. Na verdade, o amor torna-nos mais semelhantes, mais
próximos, mais irmãos.
Proponho quatro compromissos para que possamos, percorrer esta Quaresma numa atitude e com efeitos concretos de conversão:
1. A primeira regra cristã
é a AJUDA MÚTUA. Como cristãos temos
como dever o mútuo acolhimento, a partilha de vida, a fraternidade. Procuremos
os meios para que a nossa vida seja profecia de fraternidade, isto é, um lugar
de doação e de comunhão real.
2. Uma outra regra é o DIÁLOGO. Promovamos antes a comunicação direta e real entre todos e só depois a comunicação digital e virtual e que estas não substituam sistematicamente aquelas.
2. Uma outra regra é o DIÁLOGO. Promovamos antes a comunicação direta e real entre todos e só depois a comunicação digital e virtual e que estas não substituam sistematicamente aquelas.
3. O fundamento e a lógica
da nossa vida só pode ser o SERVIÇO.
Por esse motivo devemos colocar no primeiro lugar os mais necessitados, mais
frágil na vida e na fé. Procuremos os meios para valorizar mais o exercício da
caridade e da misericórdia do que defender a "verdade" teórica à qual
por vezes se sacrificam as pessoas. O serviço aos irmãos é uma excelente
manifestação do Reino de Deus.
4. A Quaresma é um tempo
propício para nos privarmos de alguma coisa. E se essa privação nos libertar
interiormente para sermos mais fiéis a Deus.
Não esqueçamos que o verdadeiro despojamento faz
sofrer. Pensemos em Jesus Cristo despojado de suas vestes no monte
Calvário. É motivo de desconfiança a esmola que não custa nem dói, como
diz o Papa.
Este tempo de Quaresma encontrar-nos vigilantes e
solícitos para testemunhar a mensagem evangélica que se resume no anúncio do
amor do Pai misericordioso sempre pronto a abraçar em Cristo toda os seus
filhos.LMC