Felicidade: A
busca constante...

As pessoas frequentemente
fazem da felicidade depender de certos factores, usando a palavra "se" na explicação do seu
significado. Esse "se"
pode ser associado às aquisições materiais, férias, fazer algo especial e
similares. Mas quantos já descobriram que, repetidamente, quando as condições
da felicidade foram atingidas, a felicidade ainda não estava lá. Talvez
momentaneamente, mas nunca por muito tempo.
Por exemplo, planeamos e
esperamos comprar algum móvel, pois sentimos que decorar a casa deixaria-nos
muito felizes. Vamos de loja em loja, pesquisamos e comparamos, pensamos e
repensamos e, finalmente, a decisão é tomada. O móvel chega e é um grande
momento. No começo, toda hora que olhamos para ele nos sentimos felizes. Mas
depois de pouco tempo, a novidade esgota-se. O móvel ainda é bonito, mas tornou-se
parte do nosso dia-a-dia, bastante comum, como tudo o que possuímos. A
felicidade temporária que nos deu, logo se vai. Essa situação repete-se
infinitamente.
Somos todos
indivíduos, os nossos anseios, as necessidades e desejos diferem, exactamente
como diferimos fisica e emocionalmente. Mas, apesar destas diferenças, a busca
da felicidade é comum a todos.
Fama e fortuna conotam
felicidade para alguns até que as consideremos mais profundamente. O ditado,
"dinheiro não compra felicidade", de facto, tem um lado de verdade.
Alguns valores tais como saúde, amizade verdadeira e paz de espírito nunca
podem ser comprados. Não se pode negar que o alívio de preocupações financeiras
torna a vida mais agradável, mas prosperidade em si não é fonte de felicidade
permanente.
Uma criança deseja coisas insignificantes
e de valor inferior, pois o seu intelecto é imaturo demais e incapaz de
apreciar algo mais precioso. Os adultos também se apressam e correm pela vida,
absorvidos em inúmeras funções quotidianas e raramente tentam aguçar o
intelecto para distinguir entre o que é importante e o que é supérfluo.
Mas, se a vida alguma vez
apresentar quaisquer problema real, rapidamente se "amadurece".
Aprende-se a enxergar os mais verdadeiros e importantes aspectos da vida. Se
alguém que amamos adoece, o único pensamento de felicidade que se tem, é a sua
recuperação. Raramente apreciamos as bênçãos de boa saúde, até que a doença
ataque.
A felicidade não é
inatingível, para ser constantemente alcançada. E certamente não é encontrada
somente por meio de viagens ao exterior, hotéis caros ou casas luxuosas.
Felicidade
é a capacidade de ser grato. Significa estar contente com o que se tem. Assim
afirma o Pirkê Avot: "Quem é rico? - Aquele que está contente com seu quinhão,
como está escrito: 'Quando comes do trabalho das tuas mãos, serás feliz e tudo
estará bem contigo.' Explicam os nossos Sábios: 'Serás feliz - neste mundo; 'E
tudo estará bem contigo' - no mundo por vir." LMC