quinta-feira, julho 14, 2016



AINDA E SEMPRE O SILÊNCIO
Já lá vai o tempo em que o silêncio era ouro.
Hoje, na época dos ruídos metalizados, nem a mais reles lata se associa ao silêncio. Fala-se, sem rodeios, do silêncio da lei, estrema-se a linguagem quando se diz que há um silêncio sepulcral e achincalha-se um oponente quando se afirma que se reduziu o fulano ao silêncio. Mas voltando ao principio.
Ao silêncio desfrutado, como ao silêncio que transporta respeito. Pelo outro e por cada um. É necessário reabilitar o silêncio que nos oferece tempos de expressão lhana, cristalina, límpida de nos exprimirmos e de nos sentirmos ser.


Convida-nos à profilaxia da introspecção, aproxima-nos na selecção do que não é silêncio.

A natureza gosta do silêncio sem adereços, porque o silêncio é a forma serena de se adormecer e o modo suave de se acordar. A neve vai no silêncio.

A alvura é o silêncio majestoso das cores na sua plena união. O nascer e o pôr-do-sol convidam à serenidade do silencio. O silêncio é o dia cedo, como contraponto da noite tarde.

No princípio certamente era o silêncio, no fim o silêncio será na eternidade entre o princípio e o fim. Não é o silêncio que nos aproxima da morte o mesmo que escutamos no ventre materno usufruindo da sua plenitude prenhe d amor?


O silêncio é o eco da nossa existência agora e o som da nossa não existência amanhã. O silêncio não acaba porque não tem medida, nem tempo.

Como tal, o silêncio é eterno e existe para além de nós, na imensidão do universo e na compreensão de Deus. E Deus ama o nosso silencio que lhe é oblado na quietude do tempo e na serenidade o encontro. LMC








EDUCAR HOJE

Verdades da Profissão de Professor

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que os seus filhos sejam professores. Isso mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados.

Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.

A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda. LMC



quinta-feira, junho 09, 2016



Dia 13 de Junho "Santo António de Lisboa"
S. António nasceu em Lisboa, em 1195. No batismo, recebeu o nome de Fernando. Em 1210 entrou para os Cónegos Regulares de S. Agostinho, no mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa. Dois anos depois, desejando uma vida mais recolhida, transferiu-se para o Mosteiro de S. Cruz, em Coimbra. Ordenado sacerdote, em 1220, ao ver os restos mortais dos primeiros mártires franciscanos, mortos em Marrocos, sentiu um novo apelo vocacional e mudou-se para a Ordem dos Frades Menores, tomando o nome de António. Em 1221 participou no “Capítulo das Esteiras”, junto à Porciúncula, e viu Francisco de Assis. Depois de alguns anos no escondimento e na oração, começou a pregar com grande sucesso e frutos. Converteu hereges em Itália e em França. Morreu aos 33 anos de idade, perto de Pádua, onde foi sepultado. No dia do Pentecostes de 1232, um ano depois da sua morte, foi canonizado pelo Papa Gregório IX. LMC







Vive a Vida

Não tenhas medo da vida, tem medo de não vivê-la.
Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes.
Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo.
Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la.
Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência.
Sê um sonhador, mas une os teus sonhos com disciplina,
Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas.
Sê um debatedor de idéias. Luta pelo que amas. LMC


terça-feira, maio 03, 2016



MÊS DE MAIO
É o Mês de MARIA, a Mãe de Jesus .
Maria, através de seu semblante deixa transparecer a divindade de seu Filho muito amado, Jesus. Ela é a Mãe do Puro Amor.
Maria é promessa e esperança, é ternura e solidariedade, é bondade e amor. É o veículo direto que nos comunica com Seu Filho. É nossa intercessora.
A ela, confiamos nossas fraquezas, nossos sofrimentos, nossas limitações.
O colo de Maria é maternal. Nele, encontramos abrigo e consolo. Ela nos conforta, nos acalenta. A presença da Virgem Maria em nossas vidas é real. Maria nos guia a cada momento. É mãe cuidadosa e amorosa com seus filhos. Assim, também, devemos ser com nossos filhos, semelhantes à Maria. Tratá-los com carinho sob nossa orientação e cuidados, mesmo que tenhamos que nos esforçar em certas ocasiões.
Devemos ser fiéis à Mãe de Deus, oferecendo nossas orações, aflições, angústias e tendo-a em lugar especial e respeitoso em nossas vidas.

Ela, não se esquece de nós. Precisamos ser Mães como Maria, acalentando nossos filhos, educando-os e amando-os, dentro dos princípios morais, éticos e religiosos. Sejamos mães comprometidas com nossos filhos, até as últimas consequências. Isso, alegrará o Coração de Maria.
Maria supervisiona nossa maternidade. Ela é Mãe Celeste das Mães.
Ela nos abençoa e solidifica nossa fé em seu Filho amado.
Com Maria firmamos nosso elo de união com Jesus Cristo seu FILHO.
O profundo mistério de ser Mãe de Deus a coloca numa posição privilegiada na história da salvação, elevando-a acima de todas as criaturas. Porém, não podemos esquecer que sua vida foi de ser humano normal semelhante à nossa, com as devidas diferenças da época.
Mas, as preocupações, sofrimentos, trabalhos, exatamente, como nós. Estamos acostumados a vê-la nos altares, merecidamente, envolta em vestes douradas, mãos postas, glorificada.
Mas... Nos esforcemos para também vê-la de avental, cozinhando e lavando como nós.
Nossa relação com Nossa Senhora é uma relação de infinita igualdade e ao mesmo tempo de grandezas diferentes.

E o SIM de Maria? É o SIM do verdadeiro e Santo Amor.
Queremos pedir um pouco da sua coragem, para darmos o “SIM” necessário à realização do Plano de Deus em nós.
O Sim da Virgem Maria a coloca em plena disponibilidade ao Criador. Sem pensar nas consequências, faz a sua entrega, entrega total de prova de amor.
Maria foi o maior exemplo de fé, de certeza, fidelidade ao Pai.
Renuncia sua própria vida de jovem comum e assume o principal papel na História Universal, o de Mãe de Deus.
A Igreja estabeleceu duas festas de preceito e honra à Virgem Maria.
A Festa da Imaculada Conceição no dia oito de dezembro e a Festa da Assunção de Maria em quinze de Agosto.
As demais festas celebram os Privilégios de Maria. E são muitas, pois ela tem muitos títulos. lmc









MAIO MÊS DE Maria
Nossa Mãe e Nosso Auxilio

Senhora que é o sorriso de Deus
A sua ternura é fruto do puro amor
Nos seus braços encontro abrigo seguro
No seu coração não falta espaço para acolher.
O seu olhar é o espelho da esperança
A sua vida é modelo de caridade
A sua oração é confirmada pela fé.

O seu ensinamento faz-me crescer
A sua correção aprender a
escolher o caminho certo.
A sua existência alegra o meu
coração.
Que Maria, nossa MÃE  tesouro da fidelidade, da paciência e da serenidade.lmc

quinta-feira, abril 07, 2016



Abraão, o Nosso Pai na Fé

A uma distancia de quase quatro mil anos, e atendendo aos géneros literários em jogo, é impossível analisar e contextualizar a saga bíblica dos patriarcas com rigor próprio da historiografia científica. O protopatriarca Abraão é uma das figuras mais marcantes da tradição judaica, cristã e muçulmana. Mais que a verdade histórica, o que aqui nos interessa é a força simbólica e o peso teológico deste vulto maior da fé monoteísta.
Abraão terá aprendido muito com a lição do dilúvio, símbolo de purificação e de refundação. A concentração da sua fé num só Deus projetou-o para o abandono e uma confiança totais até então sem paralelo. O nascimento do primogénito, apesar de Sara ser já de idade avançada, veio reforçar ainda mais a sua fé. Abraão tinha absoluta confiança naquele em quem acreditava, sentia-se especialmente amado por aquele a quem amava, sabia-se favorecido por aquele a quem tudo entregava. Por isso, respondendo sem delongas à voz de Deus, dispôs-se a sacrificar o seu único filho, sabendo que tal atitude acabaria com a sua descendência, em total contradição com o que o mesmo Deus lhe garantira. A última palavra a vencer, porém, é a de Deus, que impede o sacrifício cruento de Isaac.

Há, neste gesto supremo, tão mal compreendido pelos racionalistas, uma dupla lição. Primeiro, a obediência de Abraão a Deus é incondicional, sem discussões e argumentos, sem reservas mental, contra todas as evidências racionais. Este é, na proto-história de Israel, o primeiro momento absolutamente religiosa, para além da própria ética. Este gesto paradoxal de fé como obediência perfeita está na continuação da mesma atitude que manifestara quando partiu de Ur, na Caldeia, para uma terra ignota, “sem saber para onde ia”. Segundo, com esta lição o autor do génesis quer mostrar que Deus não suporta o holocausto de pessoas, contrariamente a certas práticas em uso. Sendo homem imagem e semelhança de Deus, a não imolação humana é um imperativo absoluto – do ponto de vista ético e religioso. Muitos, à época, não conseguiram intuir que Deus prefere a misericórdia ao sacrifício. Ora, esta mudança cultural foi um passo decisivo na percepção de  que o amor de deus é totalmente gratuito. A humanação de Deus em Jesus será o ápice da dignificação e do respeito pelo homem enquanto imagem e semelhança de Deus.
O Deus de Abraão é um Deus que ama o povo de um modo singular, elegendo-o antes de o formar (“povo das promessas”).

A aliança firmada nesta proto-histórioa de Israel prolonga, à sua maneira, as alianças celebradas com os primeiros pais da Humanidade e com Noé, e antecipa todas as subsequentes (Isaac, Jacob, Moisés, profetas…), cumprindo-se cabal e definitivamente em Jesus Cristo, numa Nova e Eterna Aliança.

À descendência de Abraão segundo a carne sucede a descendência segundo o Espírito, a que nos orgulhamos de pertencer por pura graça de Deus. Em Abraão, porém, vem já sinalizado o amor de predileção de Deus para com o povo de Israel, de Deus para com os cristãos.

Poderíamos até imaginar que, se não fosse a inquebrantável fé de Abraão, o Senhor poderia ter-se servido de outro povo par a+reparar a revelação definitiva.

No Antigo e no Novo Testamento tudo começa pela fé. Ela transporta montanhas e faz nascer das pedras filhos de Abraão. É ela que nos salva. Com ela sabemos como viver o presente, pois sabemos de onde viemos e para onde vamos.

A fé de Abraão ensina-nos que quem acredita, tudo consegue, e quem ama, tudo dá e tudo recebe. E como Deus, nos ama! Se aceitarmos o amor pessoal e criador de Deus, teremos capacidade de trabalhar sem desfalecer, de ser mais, de amar até ao limite.
O caminho para a terra prometida, terra onde “corre leite e mel”, nunca é tarefa fácil. A promessa, ao povo escolhido, dos bens simbolizados por um aterra fértil não significa a unidade dos que cultivam a fé no Deus único. Na verdade, judeus e cristãos e muçulmanos reivindicam uma ligação ancestral a Abraão – uma ligação de sangue para os judeus e muçulmanos, uma ligação espiritual no caso dos cristãos.
Como é possível acreditar no Deus e pensar que o Deus único e transcendente em que os outros acreditam não é também o nosso? Como é possível acreditar que o Deus único em que acreditamos não é também o deles?
Se Deus é único, aterra é pertença de todos e por todos deve ser respeitada, cuidada e amada. BI Salesianos