terça-feira, março 03, 2015



Senhor, Vós tendes palavras de vida eterna.

A lei do Senhor é perfeita,
ela reconforta a alma;
as ordens do Senhor são firmes,
dão sabedoria aos simples.

Os preceitos do Senhor são rectos
e alegram o coração;
os mandamentos do Senhor são claros
e iluminam os olhos.

O temor do senhor é puro
e permanece para sempre;
os juízos do Senhor são verdadeiros,
todos eles são rectos.

São mais preciosos que o ouro,
o ouro mais fino;
são mais doces que o mel,
o puro mel dos favos.



MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2015 

Amados irmãos e irmãs!

Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é  sobretudo um « tempo favorável » de graça (cf. 2  Cor6,2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo  tenha dado: « Nós amamos, porque Ele nos amou  primeiro » 

1. « Se um membro sofre, com ele sofrem todos os  membros » (1 Cor12,26)– A Igreja.
Com o seu ensinamento e sobretudo com o seu  testemunho, a Igreja oferece-nos o amor de Deus,  que rompe esta reclusão mortal em nós mesmos que  é a indiferença. Mas, só se pode testemunhar algo  que antes experimentámos. O cristão é aquele que  permite a Deus revesti-lo da sua bondade e misericórdia, revesti-lo de Cristo para se tornar, como Ele,  servo de Deus e dos homens.
Bem no-lo recorda a liturgia de Quinta-feira Santa com o rito do lava-pés. Pedro não queria que Jesus lhe lavasse os pés, mas depois compreendeu que Jesus não pretendia apenas  exemplificar  como  devemos  lavar  os  pés  uns aos outros; este serviço, só o pode fazer quem,  primeiro, se deixou lavar os pés por Cristo. Só essa  pessoa « tem parte com Ele » (cf. Jo 13,8), podendo  assim servir o homem. A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos  como  Ele.  

A Igreja é communio sanctorum, não só porque,  nela, tomam parte os Santos mas também porque é  comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que  nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons;  e, entre estes, há que incluir também a resposta de  quantos se deixam alcançar por tal amor.

2. « Onde está o teu irmão? »  As paróquias e as comunidades.

Tudo o que se disse a propósito da Igreja universal  é  necessário  agora  traduzi-lo  na  vida  das  paróquias e comunidades. Nestas realidades eclesiais, consegue-se porventura experimentar que  fazemos parte de um único corpo? Um corpo que,  simultaneamente, recebe e partilha aquilo que  Deus nos quer dar? Um corpo que conhece e cuida dos seus membros mais frágeis, pobres e pequeninos? Ou refugiamo-nos num amor universal  pronto a comprometer-se lá longe no mundo, mas  que esquece o Lázaro sentado à sua porta fechada.
Para receber e fazer frutificar plenamente aquilo que Deus nos dá, deve-se ultrapassar as fronteiras da Igreja visível em duas direcções.
Em primeiro lugar, unindo-nos à Igreja do Céu  na oração. Quando a Igreja terrena reza, instaura--se reciprocamente uma comunhão de serviços e  bens que chega até à presença de Deus. Juntamente  com os Santos, que encontraram a sua plenitude em  Deus, fazemos parte daquela comunhão onde a indiferença é vencida pelo amor.
Em  segundo  lugar,  cada  comunidade  cristã  é  chamada a atravessar o limiar que a põe em relação  com a sociedade circundante, com os pobres e com os  incrédulos. A Igreja é, por sua natureza, missionária,  não fechada em si mesma, mas enviada a todos os  homens. Esta  missão  é  o  paciente  testemunho

d’Aquele  que quer conduzir ao Pai toda a realidade e todo o homem.

 3. « Fortalecei os vossos corações »  (Tg 5,8)– Cada um dos fiéis

Também como indivíduos temos a tentação da  indiferença. Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento  humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa  incapacidade de intervir.
A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo  outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas  concreto – da nossa participação na humanidade  que temos em comum.  E, em terceiro lugar, o sofrimento do próximo  constitui um apelo à conversão, porque a necessidade do irmão recorda-me a fragilidade da minha  vida, a minha dependência de Deus e dos irmãos.
Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então  confiaremos  nas  possibilidades  infinitas  que  tem  de reserva o amor de Deus. E poderemos resistir à  tentação diabólica que nos leva a crer que podemos  salvar-nos e salvar o mundo sozinhos. Para superar a indiferença e as nossas pretensões de omnipotência, gostaria de pedir a todos  para viverem este tempo de Quaresma como um  percurso de formação do coração. Ter  um  coração  misericordioso  não  significa  ter  um  coração  débil. 
Quem  quer  ser  misericordioso  precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe  impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do  amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo,  um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro.
Por isso, amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma desejo rezar convosco a Cristo: « Fac cor nostrum secundum cor tuum – Fazei o nosso coração  semelhante ao vosso » (Súplica das Ladainhas ao  Sagrado Coração de Jesus). Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso,  que não se deixa fecha

em si mesmo nem cai na  vertigem da globalização da indiferença.

Com estes votos, asseguro a minha oração por  cada crente e comunidade eclesial para que percorram, frutuosamente, o itinerário quaresmal,  enquanto, por minha vez, vos peço que  rezeis por  mim.

Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora  vos guarde!LMC



 



quinta-feira, fevereiro 05, 2015



ORAÇÃO
Senhor, como são numerosas e magníficas as provas de amor que nos deste: criaste o universo grande e maravilhoso, e deste-nos a vida e a inteligência para admirarmos as suas belezas. Mas, mais do que tudo isso, mostraste-te nosso Pai, dando-nos a maior prova do teu imenso amor, quando nos enviaste o teu Filho como Salvador.
É, na verdade, um Deus de amor! Por tua iniciativa, generosa e gratuita, fizeste tudo para que não permanecêssemos longe de Ti, teus inimigos. Selaste uma aliança com o teu povo eleito, apesar das suas muitas traições.
Finalmente, deste-nos, pelo teu Filho, a Igreja como mãe e lugar de salvação. O teu Coração é realmente magnânimo. E, como se não bastasse tudo o que já tinhas feito por nós, saciaste-nos com o novo maná: o pão da Palavra e da Eucaristia, os sacramentos do teu amor.
Preocupaste-te em saciar o homem nas suas necessidades materiais e espirituais, manifestando especial predilecção pelos que sofrem e pelos pobres.

Obrigado, Senhor, por tudo quanto fizeste e continuas a fazer por nós, revelando-nos a tua verdadeira identidade que é seres Amor. Amen.



Disciplina militar
A melhor definição de disciplina militar, a que mais convém conhecer é a que está consignada no preâmbulo do Regulamento de Disciplina Militar e que passamos a transcrever: «é o laço moral que liga entre si os diversos graus da hierarquia militar; nasce da dedicação pelo dever e consiste na estrita e pontual observância das leis e regulamentos militares». Diz-se, no mesmo Regulamento que a disciplina se obtém «pela convicção da missão a cumprir e mantém-se pelo prestígio que nasce dos princípios de justiça empregados, do respeito pelos direitos de todos, do cumprimento exacto dos deveres, do saber, da correcção de proceder e da estima recíproca».

Regulamento de Disciplina Militar fornece no seu artigo primeiro: «A disciplina militar consiste na exacta observância das leis e regulamentos militares e das determinações que de umas e de outras derivam: resulta, essencialmente, de um estado de espírito, baseado no civismo e patriotismo, que conduz voluntariamente ao cumprimento individual ou em grupo da missão que cabe às forças armadas».

Uma das principais funções da disciplina: levar à obediência do comando, ou seja, a disciplina militar existe para servir o comando.

Trata-se de uma obediência que tem uma finalidade: coordenar os esforços para conseguir que as forças armadas tenham êxito na sua missão. LMC







Dar sonho à realidade.
O Sonho e a realidade misturam-se e interagem, por vezes energeticamente, nas nossas construções mentais. No sonho vemos, falamos, caminhamos, trabalhamos. Sobretudo quando vivido intensamente o dia prolonga-se na noite, formando com ele uma indivisa unidade de tempo e de sentido.
Assim, o nosso compromisso com a missão, se tomado a cem por cento, mobiliza todo o nosso ser, exigindo tanto da vontade acordada como da fantasia sonhadora. Quando a vida concretiza o que imaginamos e o sonho prolonga o que vivemos, somos mais exigentes connosco e com o mundo.
Quando vivemos intensamente a missão, o sonho pode ser a visão clara do futuro. Pelo sonho elevamo-nos mais alto do que os outros, vemos muito mais além da próxima curva, escolhemos a direção mais correta e o caminho mais azado. Na vida sem sonho os nossos pés como que se colam ao chão, tolhendo-nos a capacidade de ver outros horizontes; no sonho, sublimamos a realidade muito mais além do estar “aqui e agora”.

Deitemo-nos para sonhar a vida, levantando-nos para viver o sonho. Este é o quiasmo de sonho e realidade.
Quem sonha não se arrasta pela vida, não sente o cansaço, não se queda na amargura, não perde a esperança, não desiste com as dificuldades, não se refugia no seu pequeno mundo. Ma linguagem de S. Paulo, nada inveja, tudo crê, tudo suporta, tudo perdoa. Quem sonha faz tudo para atingir a meta “claramente vista”. Para sonhar assim, porém tem de se ter a virtude teologal da esperança, pois só esta permite rasgar o tempo monótono do quotidiano e abrir o horizonte do futuro. Ora, só Deus é o “futuro absoluto”, à luz do qual a vida é vivida como passagem. A esperança, animada pela fé, antecipa o amanhã definitivo, no qual só a caridade permanece.
Quando se crê verdadeiramente que o “futuro a Deus pertence”, a esperança acompanha-nos nos caminhos da vida. Segundo a dialética teológica do “já” e do “ainda não”, estamos a construir a casa onde já habitamos, a compor a música que já ouvimos, a pintar o quadro que já apreciamos, a sonhar a vida que já vivemos. Deste modo, torna-se fácil antever os erros, antecipar os problemas, potenciar o sucesso. O sonho dá-nos o esboço do projeto, a maqueta da obra, os tópicos do discurso.

Mergulhemos a vida no sonho e erguemo-nos do sonho com mais vida, com mais esperança, com as mãos cheias de um presente antecipador do futuro. Só o dinamismo da esperança acelera o ritmo, ativa o otimismo, garante o sucesso. Ninguém consegue travar a esperança, “condição de possibilidade” de toda a ação.
Para realizar o sonho, D. Bosco soube sonhar a vida. A força com que viveu a missão, um dom de “natureza e graça” preenchia-lhe os dias e prolongava-se nas noites, potenciava-lhe a imaginação, reforçava-lhe a esperança. A presença de Maria foi tão intensa na sua vida como nos seus sonhos. Realizou o sonho porque soube sonhar a realidade. Dom. Bosco dormia pouco, mas sonhava muito. Foi Ela quem tudo fez porque foi Ela quem tudo sonhou!
Só conseguimos “dar vida ao sonho” se formos capazes de sonhar a vida. E, porque a capacidade de sonhar transforma a vida, a assunção da missão devolve à vida a capacidade de sonhar.LMC

Texto tirado do Boletim salesiano, autoria Orlando Camacho




sexta-feira, dezembro 19, 2014

LMC


SIGNIFICADO DO NATAL

Natal é o nome da festa religiosa cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo, a figura central do Cristianismo. O dia de Natal, 25 de dezembro, foi estipulado pela Igreja Católica no ano de 350 através do Papa Julio I, sendo mais tarde oficializado como feriado. A Bíblia não diz nada sobre o dia exato em que Jesus nasceu e por isso a comemoração do Natal não fazia parte das tradições cristãs no início. O Natal começou a ser celebrado para substituir a festa pagã da Saturnália, (era um festival romano em honra ao deus Saturno que ocorria no mês de dezembro, no solstício de inverno) que por tradição acontecia entre 17 e 25 de dezembro. A comemoração do Natal em substituição da Saturnália foi uma tentativa de facilitar a aceitação do cristianismo entre os pagãos. LMC