terça-feira, setembro 25, 2018


Mensagem a Alunos e Professores neste novo ano letivo

A arte mais importante do professor é a de despertar a alegria pelo trabalho e pelo conhecimento.
«Queridos estudantes!
Regozijo-me por vos ver hoje diante de mim, alegre juventude de um país abençoado.
Lembrai-vos de que as coisas maravilhosas que ireis aprender nas vossas escolas são a obra de muitas gerações, levada a cabo por todos os países do mundo, à custa de muito entusiasmo, muito esforço e muita dor. Tudo é depositado nas vossas mãos, como uma herança, para que a aceitem, honrem, desenvolvam e a transmitam fielmente um dia aos vossos filhos. Assim nós, embora mortais, somos imortais nas obras duradouras que criamos em comum.
Se tiverem esta ideia sempre em mente, encontrarão algum sentido na vida e no trabalho e poderão formar uma opinião justa em relação aos outros povos e aos outros tempos.» Albert Einstein, in 'Como Vejo o Mundo

terça-feira, junho 26, 2018



A sabedoria com as coisas da vida não consiste, ao que me parece, em saber o que é preciso fazer, mas em saber o que é preciso fazer antes e o que fazer depois. (Leon Tolstói)

segunda-feira, março 12, 2018



S. José, Esposo da Virgem S. Maria

 19 de Março dia do PAI
 
O culto litúrgico a S. José celebra-se, pelo menos, desde o século IV, quando Santa Helena lhe dedicou uma igreja. No Oriente, celebrava-se,

 a partir do século IX, uma festa em sua honra. 
No Ocidente o culto é mais tardio. No século XII, é celebrado entre os Beneditinos. 
No século XII, é celebrado entre os Carmelitas, que o propagam na Europa. No século XV, João Gerson e S. Bernardino de Sena são os seus fervorosos propagandistas. 
 
Santa Teresa de Jesus era uma devota fervorosa de S. José e muito promoveu o seu culto.

S. José, descendente de David, era provavelmente de Belém. Por motivos familiares ou de trabalho, transferiu-se para Nazaré e tornou-se esposo de Maria. 

O anjo de Deus comunicou-lhe o mistério da incarnação do Messias no seio de Maria, e José, homem justo, aceitou-o apesar da dura crise por que passou. Indo a Belém para o recenseamento, lá nasceu o Menino Jesus. Pouco depois, teve de fugir com ele para o Egipto, donde regressou a Nazaré. 

Quando Jesus tinha doze anos, vemos José e Maria em Jerusalém, onde perdem o filho e acabam por o reencontrar entre os doutores do templo. A partir deste episódio, os evangelhos nada mais dizem sobre José. É possível que tenha morrido antes de Jesus iniciar a sua vida pública.

S. José é padroeiro da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus, Dehonianos.

MEDITAÇÃO
A Igreja convida-nos, hoje, a voltar-nos para S. José, a alegrar-nos e a bendizermos a Deus pelas graças com que o cumulou. S. José é o “homem justo” (Mt 1, 19). 

A sua justiça vem-lhe do acolhimento do dom da fé, da retidão interior e do respeito para com Deus e para com os homens, para com a lei e para com os acontecimentos. É o que nos sugere a segunda leitura. Não foi fácil para José aceitar uma paternidade que não era dele e, depois, a responsabilidade de ser o mestre e guia d´Aquele que, um dia, havia de ser o pastor de Israel. Respeito, obediência e humildade estão na base da “justiça” de José. 

Foi esta atitude interior, no desempenho da sua missão única, que guindaram José ao cume da santidade cristã, junto de Maria, a sua esposa.

As atitudes de José são características dos grandes homens, de que nos fala a Bíblia, escolhidos e chamados por Deus para missões importantes. Embora se considerassem pequenos, fracos e indignos, aceitavam e realizavam a missão, confiando n´Aquele que lhes dizia: “Eu estarei contigo”.



José não procurou os seus interesses e satisfações, mas colocou-se inteiramente aos serviços dos que amava. O seu amor pela esposa, Maria, visava unicamente servir a vocação a ela que fora chamada.


Deste modo, o casal chegou a uma união espiritual admirável, donde brotava uma enorme e puríssima alegria. Era a perfeição do amor. O amor de José por Jesus apenas visava servir a vocação de Jesus, a missão de Jesus. 

Para José, o filho não era uma espécie de propriedade a quem impunha uma autoridade e afeto tirânico, como, por vezes, acontece com alguns pais. José sabia que Jesus não era dele, e nada mais desejava do que prepará-lo, conforme as suas capacidades, para a missão de Salvador, como lhe fora dito pelo Anjo.

Por intercessão do nosso santo, peçamos a Deus a fé, a confiança, a docilidade, a generosidade e a pureza do amor para nós mesmos e para quantos têm responsabilidades na Igreja, para que as maravilhas de Deus se realizem também nos nossos dias.

quarta-feira, outubro 25, 2017



Pensamentos são como sementes.

Eles têm uma tendência natural de crescer e manifestar-se nas nossas vidas, se os alimentarmos com atenção, interesse e entusiasmo.

O poder das nossas mentes é parte do poder criativo do universo e os nossos pensamentos trabalham juntos com ele.

 Então, ao invés de reclamar, criticar, culpar-se sobre os problemas e o futuro, devemos criar pensamentos, atitudes e vibrações que reflectem os valores elevados como paz, respeito e amor.

Essa energia colectiva positiva fará um enorme efeito onda e mudará a consciência das outras pessoas.
Brahma Kumaris



A Educação ao longo da História

O Mestre disse: "É por retomar o antigo que se aprende o novo, e assim nos tornamos mestres"(Os Analectos, 2: 11).
Caros alunos, por trás do trabalho de cada professor, em qualquer sala de aula do mundo, estão séculos de reflexões sobre o ofício de educar. Mesmo os profissionais de ensino que não conhecem a obra de Aristóteles, Rousseau ou Durkheim trabalham sob a influência desses pensadores, na forma como foi incorporada à prática pedagógica, à organização do sistema escolar, ao conteúdo dos livros didáticos, ao currículo de formação dos professores. Se desde a Antiguidade homens e mulheres investiram no esforço de pensar a educação é porque educar sempre foi um dos meios pelos quais os grupos humanos asseguraram sua sobrevivência. Por esse motivo vale a pena dirigir por alguns instantes nosso olhar até o passado antes de fixarmos de novo no presente, realizando com o pensamento uma viagem telemática: Assim estaremos em melhor posição para entendermos a continuação das dimensões do tempo e do espaço no universo atual da formação do homem na era do Conhecimento.LMC



PENSAMENTO

Amar é aceitar o outro exatamente como ele é.

Amar é estar a vontade, ficar porque te fazem bem e fazer bem porque isso é o mínimo que você deseja. É muito mais ''vou já'' que ''não posso ir''. Amor é mergulhar em um olhar que não te afoga, é transformar um abraço em um abrigo, é morar em alguém que, mesmo com tantos defeitos e diferença, não te assusta.

O amor é simples, leve, libertador. O amor é companheirismo, presença, parceria.

É recíproco, intenso e envolvente, onde só se ganha e nada se perde. Amar é doar-se por completo para alguém sem medo do que esse alguém possa fazer como Tu.

Amar é aceitar o outro por completo sem tirar nem alterar nada. Amor é aquele tempo que a gente nem tem e mesmo assim doa. Amor é chegar em casa, depois de um dia daqueles, e mesmo assim ter motivos pra sorrir, porque o outro te olha como se não te tivesse visto há anos.

Amor é segurar firme a mão do outro e sentir segurança suficiente pra entender que tu estarás presente não só enquanto a tua mão envolver a dele, mas principalmente quando v estiveres distante. Amor é mergulhar num olhar que não te afoga, é transformar um abraço num abrigo, é morar em alguém que mesmo com tantos defeitos e diferença, não te assusta.

Quero dizer-te que, quem ama vai entender que o outro pode mudar quando bem quiser, vai aceitar a naturalidade das coisas, vai aceitar as mudanças físicas, engordar, emagrecer demais, adoecer, não mais andar. Amar é aceitar que as pessoas mudem, que são vulneráveis aos acasos da vida e que apesar de tudo isso, o sentimento não muda, porque o amor,  é imutável.LMC


REENCONTRO

Quando damos as boas-vindas para alguém demonstramos a alegria de um reencontro ou a expectativa do início de uma nova amizade. A proximidade faz com que as almas se toquem e por um momento dividam entre si a deliciosa sensação de estar diante de uma pessoa que naquele momento faz parte de nossa vida.
A grande escola é o amor: as exigências do amor levam a grandes heroísmos. Quando o amor é verdadeiro, o sacrifício não dói; o amor de um professor pelo seu aluno faz estimar como bem próprio aquilo que é mais do que um dever, é uma missão.
O aluno é como uma pequena semente, deve ser plantada e cuidada para germinar e dar bons frutos. O professor é como o agricultor que vê na semente a esperança que proverá as necessidades da sociedade. LMC

quinta-feira, maio 04, 2017



MARIA

E que nada de estranho habite os nossos corações.
Deixa-mos envolver pelo olhar dulcíssimo
Queremos a caricia consoladora do teu sorriso.
Ensina-nos o teu amor de predileção
Pelos pequenos e pobres,
Pelos excluídos e os que sofrem,
Pelos pecadores e os marginalizados:
Reúne a todos sob a tua proteção
E a todos entrega ao teu dileto Filho, o Senhor Jesus.

( Don Ferdinando Colombo


Mês de Maio - Centenário das aparições
Vivemos num mundo sobressaltado por ruídos e inquietações mas há horas de encontros humanos e espirituais que são espaços paradisíacos para quem quer crescer como homem/mulher crente.
 
O caminho do Centenário das Aparições vai facilmente fazer-nos passar por tempos de crise, autênticas oportunidades que nos fazem compreender que vivemos um tempo de
purificação e de crescimento interior. Nossa Senhora de Fátima pede-o continuamente aos pastorinhos ao pedir para rezar pela conversão dos pecadores.

Maria fala-nos do seu Coração Imaculado
Maria fala-nos do seu coração imaculado para nos fazer compreender que quer ter connosco uma relação interior, que envolva a nossa vida no amor, como também Ele se deu totalmente a Deus.

Vida de oração
Pede-nos para nos consagrarmos a Ela pela oração, com uma vida em graça, oferecendo as nossas fadigas e sofrimentos para participar do sacrifício de Cristo. É a atualização da Morte e Ressurreição de Cristo.

A luta entre o Bem e o Mal
A luta entre o Bem e o Mal está entrelaçada com a história e com a cultura das nações do mundo inteiro. Manifesta-se na difusão das ideologias materialistas, de doutrinas que
negam a Deus, de comportamentos sociais gravemente pecaminosos, de uma economia injusta que mata pessoas mais débeis.

terça-feira, abril 11, 2017



Signifiado da Páscoa:
Páscoa ou Domingo da Ressurreição é uma festividade religiosa e um feriado que celebra a ressurreição de Jesus ocorrida três dias depois da sua crucificação no Calvário, conforme o relato do Novo Testamento. É a


principal celebração do ano litúrgico cristão e também a mais antiga e importante festa cristã. A data da Páscoa determina todas as demais datas das festas móveis cristãs, exceto as relacionadas ao Advento. O domingo de Páscoa marca o ápice da Paixão de Cristo e é precedido pela Quaresma, um período de quarenta dias de jejum, orações e penitências. O termo "Páscoa" deriva, através do latim Pascha e do grego bíblico Πάσχα Paskha, do hebraico פֶּסַח (Pesa ou Pesach), a Páscoa judaica.

A última semana da Quaresma é chamada de Semana Santa, que contém o chamado Tríduo Pascal, incluindo a Quinta-Feira Santa, que comemora a Última Ceia e a cerimônia do Lava pés que a precedeu e também a Sexta-Feira Santa, que relembra a crucificação e morte de Jesus. A Páscoa é seguida por um período de cinquenta dias chamado Época da Páscoa que se estende até o Domingo de Pentecostes.
O dia da Páscoa foi estabelecido por decreto do Primeiro Concílio de Niceia (ano de 325 d.C), devendo ser celebrado sempre ao domingo após a primeira lua cheia do equinócio da primavera (no Hemisfério Norte) e outono (no Hemisfério Sul).

A Páscoa é classificada como uma festa móvel, assim como todas as demais festividade que estão relacionadas a esta data, como o Carnaval, por exemplo. A comemoração da Páscoa, no entanto, costuma ser entre os dias 22 de março a 25 de Abril.

Páscoa Judaica
Para os judeus, a Páscoa (Pessach ou Pesach) é uma antiga festa realizada para celebrar a libertação do povo hebreu do cativeiro no Egito, aproximadamente em 1280 a.C.  
As festividades começavam na tarde do dia 14 do mês lunar de Nisan. Era servida uma refeição semelhante a que os hebreus fizeram ao sair apressadamente do Egito (o Sêder de Pessach).

quarta-feira, janeiro 25, 2017



Oração de S. Francisco de Assis
Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz;
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;
Onde houver erros, que eu leve a verdade;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar,
que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado;
Pois é dando que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

terça-feira, dezembro 13, 2016



MENSAGEM DO CAPELÃO


Nesta época tão especial do Natal, agarremo-nos a esta dimensão espiritual e comprometamo-nos a ser verdadeiramente humanos com alma espiritual que dinamize a nossa vida e a faça renascer para o amor, paz e muita saúde. O Natal tem a beleza humana de uma criança que nasce e de uma Mãe que dá à luz, para quem nem a precariedade das circunstâncias impede ou diminui a ternura. Mas se quisermos celebrar o Natal, temos de fazer do Natal a festa da descoberta de Jesus Cristo, do encontro com a salvação.
Sabeis o que torna difícil a verdadeira celebração do Natal? É que não são muitos os que desejam encontrar-se com Jesus Cristo, não são muitos os que desejam a salvação. E sem esse desejo, Jesus Cristo, nascendo ou morrendo, e ressuscitando, nunca será o anúncio da alegria definitiva.
A impiedade concretiza-se na negação de Deus, na irrelevância em que é tida a acção de Deus para a realização do homem; a injustiça ganhou dimensões gigantescas, tornou-se desigualdade chocante, que se exprime na violência e na corrupção; o abandono aos desejos mundanos anulou o espaço da exigência moral no exercício da liberdade. Por isso nesta época não há espaço para tristezas, alegremo-nos, olhemos para esta família de Nazaré, simples, pobre, mas rica de amor, tranquilidade e paz. No meio do desespero encontrou sempre aconchego de Deus, porque sempre acreditou que nele estava toda a orientação necessária para superar tudo. Agora é a nossa vez de depositarmos confiança neste menino que soube viver, sobreviver e morreu, mas permanece vivo em cada um de nós, sempre e quando o imitarmos, porque ele ressuscitou e continua a ressuscitar, porque somente nós podemos fazê-lo viver hoje e sempre. LMC

terça-feira, outubro 25, 2016



Entre o Sono e Sonho

Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.

Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.

Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.

E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre —
Esse rio sem fim.

Fernando Pessoa



No 15 Outubro 2016 Celebramos 

Santa Teresa de Jesus que nasceu em Ávila, Espanha, no ano de 1515.

Entrou no Carmelo da Incarnação em 1535. Depois de um longo período de tibieza, começou a sua “conversão”, com uma intensa vida mística em contato com Cristo, que a levou ao forte desejo de servir a Igreja do seu tempo, dilacerada pela Reforma protestante.

Em 1562, fundou o Carmelo de S. José, em Ávila, onde deu início à reforma da Ordem. Seguiram-se diversas fundações de conventos reformados em Castela e na Andaluzia.

A reforma estendeu-se também aos conventos carmelitas masculinos, graças à colaboração de S. João da Cruz, seu diretor espiritual, a partir de 1567.

No leito de morte declarou-se feliz por morrer “filha da Igreja”. Faleceu a 4 de Outubro de 1582. Foi canonizada por Gregório XV, em 1623, e declarada Doutora da Igreja por Paulo VI, em 1970.

A SUA HISTÓRIA…
Teresa de Jesus deixou-nos um precioso testemunho da sua caminhada de fé no livro da sua Vida, onde revela uma infância religiosamente precoce, uma juventude vivida na crise, uma recuperação vocacional aos vinte anos, seguida ainda por uma experiência de vida religiosa com altos e baixos, até à “conversão” definitiva, quando já se aproximava dos quarenta anos.


É a lenta caminhada de uma história de salvação que, desde os limites do pecado, se desenvolve numa conversão sincera e total, com uma determinada determinação, com uma opção total e definitiva pelo Senhor, que dá azo a uma experiência mística em que Deus opera maravilhas.

A vida de Teresa testemunha o processo de transformação da sua pessoa, o desejo de salvação, a efetiva mudança de vida, a graça do Espírito Santo que a penetra e conduz a uma intensa experiência de fé cristã. Nela notamos a graça mística como iluminação interior e como experiência de salvação e de transformação, a presença de Deus, a força da Palavra e dos Sacramentos, a revelação de Cristo Ressuscitado, na sua santa humanidade, a efusão do Espírito Santo e dos seus dons. 
A experiência da inabitação trinitária, da comunhão total com Cristo esposo, orientada para o serviço da Igreja, meta ideal da santidade cristã, coroou a sua caminhada. Foi um itinerário em que a oração interior, divina amizade com Deus, foi a chave de compreensão.

Tudo desembocou na mística do serviço, numa forte unidade de vida vivida e ensinada pela santa, num grande amor pela Igreja, demonstrado concretamente na promoção da santidade da vida e no serviço da vida contemplativa para renovação da Igreja. LMC

 




quinta-feira, julho 14, 2016



AINDA E SEMPRE O SILÊNCIO
Já lá vai o tempo em que o silêncio era ouro.
Hoje, na época dos ruídos metalizados, nem a mais reles lata se associa ao silêncio. Fala-se, sem rodeios, do silêncio da lei, estrema-se a linguagem quando se diz que há um silêncio sepulcral e achincalha-se um oponente quando se afirma que se reduziu o fulano ao silêncio. Mas voltando ao principio.
Ao silêncio desfrutado, como ao silêncio que transporta respeito. Pelo outro e por cada um. É necessário reabilitar o silêncio que nos oferece tempos de expressão lhana, cristalina, límpida de nos exprimirmos e de nos sentirmos ser.


Convida-nos à profilaxia da introspecção, aproxima-nos na selecção do que não é silêncio.

A natureza gosta do silêncio sem adereços, porque o silêncio é a forma serena de se adormecer e o modo suave de se acordar. A neve vai no silêncio.

A alvura é o silêncio majestoso das cores na sua plena união. O nascer e o pôr-do-sol convidam à serenidade do silencio. O silêncio é o dia cedo, como contraponto da noite tarde.

No princípio certamente era o silêncio, no fim o silêncio será na eternidade entre o princípio e o fim. Não é o silêncio que nos aproxima da morte o mesmo que escutamos no ventre materno usufruindo da sua plenitude prenhe d amor?


O silêncio é o eco da nossa existência agora e o som da nossa não existência amanhã. O silêncio não acaba porque não tem medida, nem tempo.

Como tal, o silêncio é eterno e existe para além de nós, na imensidão do universo e na compreensão de Deus. E Deus ama o nosso silencio que lhe é oblado na quietude do tempo e na serenidade o encontro. LMC